“Lights Out”: Um Seriado Injustiçado

“Lights Out”: Um Seriado Injustiçado

Você se lembra de “Lights Out” (2011)? Infelizmente, o seriado “Lights Out” chegou ao final de sua primeira temporada, com apenas 13 episódios e sem chances de retorno. Apesar da boa recepção da crítica, o excelente drama sobre o retorno do ex-campeão de boxe Patrick “Lights” Leary não alcançou bons índices de audiência – o fator determinante para a permanência de um seriado no ar. Veja neste artigo como foi a trajetória do seriado em sua curta temporada.

Os dois grandes trunfos do seriado estão em sua história e em seu elenco. Não há grandes efeitos especiais, nem vampiros, nem super poderes, nem seres vindos de outro mundo. Talvez por isso mesmo o seriado não tenha despertado interesse. Mas, o roteiro é ótimo e o elenco cai como uma luva nos personagens (com o perdão do trocadilho). Holt McCallany interpretou o ex-campeão Patrick Leary com maestria. O sujeito realmente parecia um ex-campeão decadente andando pela tela. Outros destaques do elenco ficam com sua esposa Teresa, interpretada por Catherine McCormack, e seu pai, interpretado por Stacy Keach.

Patrick Leary lembra bem um Rocky Balboa dos tempos modernos. Somos naturalmente compelidos a torcer para que os fracassados voltem ao auge. E continuamos a torcer por Lights independente de seus erros. Ele é o mocinho da história, mas um mocinho disposto a tudo pelo bem estar de sua família. Mesmo que isso signifique se submeter a situações humilhantes (como virar um apresentador de bingo) ou transgredir algumas leis.

Nem tudo foi perfeito no seriado. Ed Romeo, por exemplo, foi um personagem que poderia ser mais bem explorado. Infelizmente, o obsessivo e transtornado treinador foi visto apenas em dois episódios. A luta final de Lights contra Death Row Reynolds foi outro momento mal explorado: foi rápida demais. Criou-se tanta expectativa para esse momento e vimos apenas 10 minutos de luta. Era previsível desde o primeiro episódio que Lights reconquistaria seu título, mas os roteiristas poderiam ter valorizado mais o momento.

Apesar disso, foi um ótimo episódio. O final é impactante e inesperado. Talvez tenha sido melhor terminar assim. Se houvesse outras temporadas, é provável que o encanto do seriado se perdesse com o tempo.

É possível que a baixa audiência tenha forçado esse ritmo rápido demais do seriado. “Lights Out” merecia mais do que 13 episódios para contar a sua história. Ainda assim, é um seriado que merece ser assistido e apreciado, tanto pelos amantes do boxe tanto por quem gosta de um bom drama.

Miguel Leite Collado

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